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Bem-Estar - 04.01.2019

Jet lag, ou dissincronose em termos médicos, é uma alteração dos ritmos circadianos que ocorre quando se viaja rapidamente através de diferentes fusos horários. Ou seja, o nosso relógio interno fica dessincronizado relativamente ao ambiente externo. Por norma, os sintomas do jet lag podem ser sonolência durante o dia, insónias à noite, falta de concentração, confusão, fome a horas inapropriadas ou falta de apetite, mal-estar geral e irritabilidade.

Quanto mais se viajar ao longo de diferentes fusos horários, mais tempo iremos necessitar para nos adaptarmos, embora essa adaptação difira entre viajar para ocidente ou viajar para oriente, sendo os sintomas de jet lag mais acentuados neste último caso. Para que se tenha uma ideia, ao viajarmos para oriente, o relógio biológico leva um dia por cada hora de diferença de fuso horário para se ajustar e normalizar. Contudo, o nosso relógio biológico lida melhor quando a viagem ocorre para ocidente, minimizando este período de ajuste para metade. Porém, todo o cuidado é pouco, pois estes sintomas de desregularização podem durar entre três dias a uma semana.

Quando o destino é distante, as mudanças horárias são um problema. A fundadora da The Wanderlust revela algumas dicas para evitar esta condicionante. Há algumas coisas que se podem fazer durante ou até mesmo antes de se entrar no avião para prevenir ou ajudar a minimizar o jet lag. Aqui ficam algumas dicas:

Preparar o organismo

Devemos começar a adaptar o nosso organismo ao fuso horário do destino alguns dias antes da partida. É importante que as nossas horas de sono não se alterem de forma brusca. Devemos, nos três dias que antecedem a viagem, deitarmo-nos uma horas mais tarde e despertar mais tarde, no caso de irmos viajar para o ocidente, ou uma hora mais cedo se voarmos para oriente.

Optar por voos noturnos

Dependendo da duração do voo e do número de fusos horários que se atravessa, chegaremos ao nosso destino pela manhã ou da parte da tarde. Esta é a melhor forma de replicar o nosso horário normal e será mais fácil para reiniciarmos o nosso relógio interno.

Reduzir o café

Doze horas antes, bem como durante o voo, devemos evitar o consumo de cafeína. Embora a cafeína nos ajude a manter acordados por mais tempo, far-nos-á acordar com mais frequência, após termos adormecido, reduzindo o nosso tempo total de sono.

Cuidados com a alimentação

Durante o voo, a alimentação saudável e equilibrada é essencial. Devemos optar por refeições leves e, preferencialmente, ricas em proteínas. Beber muita água e evitar bebidas alcoólicas é igualmente importante. O ar da cabina de um avião desidrata-nos e as mudanças de altitude podem acelerar os efeitos do álcool. Um cocktail até nos pode relaxar, mas também é capaz de nos desidratar e até piorar os sintomas de jet lag. Uma vez no destino, a estabilidade do nosso sistema imunitário passa por fazermos refeições respeitando o horário local.

Praticar exercício

Muitas horas de voo não implicam necessariamente muitas horas sem nos movimentarmos. Para aliviar a tensão, aumentar endorfinas e evitar problemas de circulação é aconselhado caminhar um pouco dentro do avião, exceto em voos com muita turbulência, e alongar frequentemente. A atividade física é uma excelente forma de estabilizar o organismo, mesmo após a chegada ao destino. O ioga pode ser bastante útil no combate ao jet lag ou ao cansaço típico que a viagem provoca.

Não fazer sestas

A não ser que cheguemos ao nosso destino de noite, e razoavelmente perto de uma hora de deitar aceitável, convém não ir para a cama demasiado cedo. Adormecer muito cedo, antes das 21H00, por exemplo, é um comportamento a evitar. E apesar das sestas poderem ajudar a combater o cansaço imediato, elas podem dificultar toda uma noite de sono. Por isso, mesmo se nos sentirmos exaustos, é preferível ficarmos acordados até à noite, de forma a aumentar a probabilidade de conseguirmos uma noite de sono de, pelo menos, 8 horas seguidas.

Sair para o exterior

A exposição solar é uma forma de enganar o organismo e estabilizar o relógio biológico. Assim que chegarmos ao nosso destino, podemos amenizar os efeitos do jet lag através da exposição à luz solar. Se viajarmos para ocidente, devemos expor-nos à luz solar à chegada para que, quando nos formos deitar, os efeitos da luz não se façam sentir. Se formos para o oriente, convém limitar a nossa exposição solar matinal, de forma a minimizar o indesejado sintoma de confusão que causa no relógio biológico.

Se estas nossas sugestões não forem suficientes, pode sempre contar com a aplicação Jet Lag Rooster (https://www.jetlagrooster.com/) para o ajudar a reduzir o jet lag e a desfrutar melhor da sua viagem.

 

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