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Gourmet - 14.12.2018

Nos vinhos «normais», o gás resultante da fermentação do mosto evapora-se para a atmosfera. Nos vinhos espumantes, a fermentação ocorre em espaço fechado de maneira a que o gás carbónico seja dissolvido no vinho, deixando-o com “bolhinhas”. Até ao século XVII, o aparecimento de bolhas nos vinhos era considerado um defeito. Porém, em Inglaterra, os espumantes começaram a ganhar popularidade entre a nobreza. A técnica britânica de fabricação em vidro permitiu às garrafas suportar a pressão do gás, o que ajudou a disseminar os vinhos espumantes. Quando o duque de Orleães apresentou os espumantes de Champagne à sociedade parisiense, depressa estes se tornaram um fenómeno. Os produtores da região de Champagne perceberam a tendência e passaram a produzir, cada vez mais, este tipo de vinho. Conheça a história por detrás das grandes marcas champanheiras.

 

Perrier Jouët

O título de “marca mais exclusiva de champanhe do mundo” não é exagero para esta marca francesa que produz garrafas cheias de bolhinhas capazes de surpreender até os maiores críticos do segmento. Afinal, elegância, exclusividade, refinamento e busca pela perfeição são os eternos valores da Perrier Jouët, um verdadeiro símbolo de tradição e qualidade na fabricação de champanhe premium. O nascimento desta exclusiva marca ocorreu de forma bastante romântica em 1811: o casamento de Pierre Nicolas Marie Perrier, um fabricante de rolhas, com Adéle Jouët, oriunda de uma família que cultivava vinhas há várias gerações, o que veio dar origem à casa Perrier Jouët, estabelecida numa nobre área de Épernay, região de Champagne. A maison rapidamente ficou conhecida por ser uma das primeiras a exportar a borbulhante e incomparável bebida para outras localidades, razão por que em 1815 o seu excecional líquido já se encontrava disponível em Inglaterra, tornando-se inclusive fornecedora oficial da rainha Vitória em meados do século XIX.

Pierre, aliás, detém o mérito de ser o primeiro a produzir cuvées de champagne brut (1854), assim como de ser pioneiro na fabricação de bebidas de safras de anos especiais na região. Em 1858, ele também foi um dos primeiros a gravar a sua marca nas rolhas dos seus preciosos champanhes como um selo de garantia contra as imitações que começavam a acontecer. Nos anos seguintes, com o grande sucesso dos seus champanhes, a Perrier Jouët começou a comprar outras vinhas na região. Em 1902, Henri Gallice, sobrinho e sucessor no comando da casa, solicitou a Emile Gallé, um mestre vidraceiro, que decorasse uma garrafa de Perrier Jouët, a qual ficaria guardada por muitos anos para então se vir a tornar símbolo da marca francesa. Decorada com anémonas e rosas, esta garrafa só foi descoberta 60 anos mais tarde.

Em 2001, a tradicional e luxuosa marca foi adquirida pela Allied Domecq e mais tarde, em 2005, veio a ser adquirida pela empresa francesa Pernod Ricard, segunda maior produtora de bebidas alcoólicas do mundo. Quase dois séculos depois da sua fundação, a Perrier Jouët permanece firme no seu propósito de fabricar champanhes sublimes. Atualmente a marca, segunda maior em vendas no segmento de champanhe ultra-premium no mundo, comercializa o seu singular líquido em mais de 90 países, sendo que nenhum dos champanhes Perrier Jouët é envelhecido em barril ou tonel de madeira. Tal deve-se porque a maison procura uma leveza que visa conquistar o paladar feminino, pelo que a vinificação é feita em modernos tanques de aço inoxidável, que possibilitam um rigoroso controlo de temperatura.

 

Louis Roederer - Champanhe Cristal

A história de uma das mais prestigiosas e antigas maisons de champanhes do mundo começou no ano de 1776, quando Nicholas-Henri Schreider fundou a Dubois Père & Fils. Porém, foi só em 1833 que o seu sobrinho assumiu a empresa e os champanhes foram batizados com este nome. Com a ajuda do seu irmão e de Hugues Kraft, um habilidoso vendedor poliglota, a produção de champanhe Louis Roederer, em poucos anos, passou de 100 mil garrafas por ano para mais de 700 mil, graças à demanda dos mercados internacionais. Sob a liderança do seu filho, Louis Roederer II, a maison teve um enorme crescimento, com garrafas a serem exportadas para a Rússia. Foi aí qua a saga da marca começou a mudar… Em 1876, o czar Alexandre II da Rússia, um grande apreciador dos seus champanhes, pediu que Louis Roederer fosse a fornecedora oficial de champanhe da família Romanov e que, para o efeito, criasse um champanhe único e exclusivo. A partir daí, nasceu o Cristal, que deslumbrava pela elegância nas borbulhas e pela complexidade nos aromas, ganhando a fama de ser o primeiro cuvée prestige (safra única e excecional) do mundo. A partir desse momento, não havia receção na corte imperial russa sem o aclamado champanhe Cristal Roederer. Reza uma lenda que assim que o champanhe terminava, o czar ordenava que as garrafas, na época feitas com o mais puro cristal Baccarat, fossem propositadamente partidas.

Mais tarde, em 1945, o champanhe Cristal começou a ser vendido para o público em geral, desta feita em garrafas de vidro branco, e nos anos seguintes, foi conquistando uma legião de admiradores. Nas últimas duas décadas o champanhe Cristal caiu no gosto dos milionários e de celebridades, marcando presença constante nos ambientes mais requintados. Atualmente, é produzido apenas em safras excecionais, pelo que nos anos de safra inferior a produção deste famoso champanhe é praticamente nula. Em situações ideais, chegam a ser produzidas aproximadamente 600 mil garrafas, que envelhecem durante 6 anos, seguidos por mais 6 meses de estágio.

 

Moët & Chandon

Conhecida pelas suas conquistas, inovações e o seu lendário espírito pioneiro, diz-se que foi a Moët & Chandon quem apresentou o champanhe ao mundo. Esta marca tem tido o prazer de acompanhar todos os grandes momentos da vida, desde coroações, eventos históricos, assinaturas de grandes contratos, inaugurações, casamentos, batizados, réveillon, enfim, tudo o que se pode considerar digno de uma grande celebração. A sua busca constante pela inovação é o segredo do seu sucesso.

Esta tradicional maison foi fundada em 1743, inicialmente sob o nome de Moët et Cie, por Claude Moët, descendente de uma família enraizada na comercialização de vinhos, na cidade de Épernay, região de Champagne, quando este passou a dedicar-se exclusivamente à produção e à venda dos seus vinhos borbulhantes para Paris. Já na altura, a região era conhecida pela rara combinação de solo e clima que criavam as condições ideais para o plantio das uvas certas para o tal vinho dourado efervescente. Desde o seu surgimento, este champanhe mereceu a preferência de soberanos e aristocratas. Um exemplo disso foi a Madame Pompadour, amante de Luís XIII, cujos seios, diziam, inspiraram o formato da taça tradicional de champanhe, tornando-se uma das primeiras “embaixadoras” da marca, pois costumava dizer: “O único vinho que torna as mulheres mais bonitas e os homens mais engenhosos.” Mais tarde, o seu neto, Jean-Rémy Moët veio contribuir para a expansão e crescimento da marca em mercados estrangeiros, transformando a Moët em símbolo de esplendor e prestígio. Isto porque o champanhe produzido pela família já era bebida obrigatória nas cortes reais de quase toda a Europa. A empresa só passou a denominar-se de Moët & Chandon quando Jean-Remy entregou, em 1832, a administração da sua tradicional maison ao filho Victor Moët e ao genro Pierre-Gabriel Chandon de Briailles. Mais tarde, em 1886, surgiu um dos principais ícones da marca: a gravata que elegantemente adorna cada garrafa de champanhe Moët & Chandon. Por mais de 125 anos, essa gravata tem atuado como símbolo da qualidade e savoir-faire desta marca francesa. Nas décadas seguintes, a marca manteve o seu crescimento e sofisticação, conquistando cada vez mais os exigentes paladares em várias partes do mundo. Mas só em 1968 é que a marca começou a sua expansão para o mercado americano. Três anos depois, fundiu-se com a Hennessy, tradicional produtora de conhaque, e em 1987 com a Louis Vuitton, formando, assim, o maior grupo de marcas de luxo do mundo: o grupo LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton.

 

Dom Pérignon

Diz-se que foi a inspiração do monge francês Dom Pérignon (1638-1715) que levou à invenção do champanhe. E, perante tal feito, terá exclamado diante do vinho borbulhante: “Estou a beber estrelas!”. Hoje, o champanhe Dom Pérignon nada tem a ver com as suas humildes origens, pois é sinónimo de luxo e celebração.

A famosa marca Dom Pérignon pertencia à casa Mercier, produtora de champanhe, não sendo, porém, utilizada. Em 1927, uma jovem da família Mercier casou-se com um rapaz do clã Chandon e, como parte do seu dote, ofereceu a marca Don Pérignon. Passaram-se alguns anos sem que o nome fosse utilizado até que, em 1935, a equipa da Moët & Chandon, por sugestão do jornalista inglês Laurence Venn, resolveu desenvolver um champanhe de alta qualidade para ser vendido, pela sua distribuidora Simon & Brothers, para a aristocracia inglesa. Engarrafou com a marca Don Pérignon parte de um lote de champanhe da safra de 1921, que se encontrava armazenado nas caves. Embarcou as caixas para Londres e o sucesso do extraordinário líquido foi absoluto. No ano seguinte, a empresa decidiu expandir a marca e mandou um novo carregamento, desta feita para os Estados Unidos. Dom Pérignon foi o primeiro champanhe cuvée, o que lhe deu enorme prestígio. O seu nome era uma clara homenagem ao tal monge beneditino Dom Pierre Pérignon, que fora tesoureiro e chefe da cava, entre 1668 e 1715, da Abadia de Hautvillers, perto da pitoresca Épernay, e que supostamente inventou a famosa bebida cheia de bolhas, ao desenvolver o método tradicional de fabrico desse vinho espumante. Coincidentemente, atualmente a empresa possui uma expressiva parcela das vinhas que anteriormente pertenciam à tal Abadia de Hautvilliers.

Os champanhes desta marca, criada quase por obra do acaso, provaram ser tão populares entre os americanos, que até 1947 a sua produção era quase exclusivamente dedicada ao mercado norte-americano. Em 1959 o champanhe Dom Pérignon fora eleito por diversos especialistas como o mais prestigiado do mundo. De lembrar que a Dom Pérignon fez garrafas personalizadas para o casamento do príncipe Carlos e da princesa Diana. Por isso, Dom Pérignon não é um mero champanhe, pois tornou-se uma lenda. Atualmente, é consumido e encontrado nos mais luxuosos restaurantes e ambientes em mais de 120 países. A sua produção é limitada a pouco mais de 5 milhões de garrafas por safra.

 

Veuve Clicquot

Se o frei Dom Pérignon criou o champanhe, foi a viúva Clicquot quem o reinventou, transformando a bebida borbulhante num ícone do consumo de luxo. A marca Veuve Clicquot, sempre procurou assegurar, mais do que o seu valor, um compromisso com a qualidade e o inconfundível aroma e sabor borbulhante, que fizeram deste um precioso líquido, apreciado por reis, rainhas e até por súditos bem posicionados.

A história da vinícola começou em 1772, quando Philippe Clicquot-Muiron, oriundo de uma família de banqueiros, fundou um pequeno negócio de vinhos na pitoresca região de Reims, em França. Três anos mais tarde, tornou-se no primeiro a introduzir o champanhe rosé ao mundo. Com um savoir-faire inigualável, a casa fez deste tipo de champanhe a sua especialidade, elaborando vinhos espumantes rosé desde essa época. Porém, um fatídico acontecimento veio mudar os rumos da empresa, quando o seu filho, François, desposou Nicole-Barbe Ponsardin. Exatamente no dia 23 de outubro de 1805, Madame Clicquot ficou viúva (veuve, em francês, daí o nome atual da marca) aos 27 anos de idade, pois o seu jovem marido falecera vítima de febre tifoide. A partir daí, assumiu o controlo dos negócios, que até então eram divididos entre a produção de champanhe, serviços bancários e comercialização de lã. Sob o comando de Madame Clicquot, a empresa dedicou-se exclusivamente à produção de champanhes. Em 1810, ano em que foi feito o primeiro champanhe millesimé, ou seja, de uma única safra, a maison Clicquot passou então a denominar-se Veuve Clicquot-Ponsardin. Surgia, assim, oficialmente a marca. Ainda neste ano, a maison produziu o primeiro champanhe vintage da região. A viúva apresentou o seu champanhe em todas as cortes da Europa, primando sempre pela elevada qualidade. Em 1816, a viúva, com a ajuda do seu mestre de adega, Antoine de Müller, desenvolveu o table de remuage, um processo pelo qual se retira o sedimento do champanhe, tornando-o mais cristalino. Durante quase uma década, tal descoberta seria mantida em segredo graças ao respeito que a viúva inspirava, mas com o tempo outros produtores acabaram por introduzir a criação de Madame Clicquot nos seus processos de fabrico. Por isso, ela ficou conhecida como “A Grande Dama de Champagne”. Madame Clicquot morreu aos 89 anos em 1866, deixando como herança uma marca bem estabelecida, que vendia 750 mil garrafas anualmente e um legado no segmento de champanhe. Em 1877, a maison francesa registrou oficialmente o tradicional rótulo amarelo. Nos anos seguintes os seus sucessores mantiveram a obsessão pela alta qualidade e expandiram a marca. Em 1970, uma remessa de reserva especial deste champanhe foi enviada para Inglaterra em comemoração do jubileu da rainha. Em 1986, a empresa é adquirida pelo grupo LVMH (Moët Hennessy Louis Vuitton). E, assim, conquista novos mercados e aposta em campanhas de marketing mais agressivas. Ao longo das últimas décadas, a marca ficou famosa não apenas pela fantástica qualidade dos seus champanhes, mas também pela estreita e extensa relação de colaborações e parcerias com designers famosos para criar embalagens criativas e únicas. Atualmente, a marca está presente em mais de 150 países, possuindo subsidiárias em alguns deles.

 

Taittinger

Um champanhe que está associado à elegância e refinamento, presente em grandes festas e celebrações, seja num pódio de Fórmula 1 ou um batismo de navio. Uma marca associada à leveza, frescura, sentimento e delicadeza, um alimento para alma, conquista, história, desejo e arte. Às vezes, para falar de um champanhe, os sinónimos são intermináveis…

A história da marca Taittinger é tão fascinante quanto o seu produto final. Pierre Taittinger no século XX, era um apaixonado por vinhos e descobriu a bebida borbulhante quando era um jovem oficial de cavalaria durante a Primeira Grande Guerra. Após o culminar da mesma, Pierre começou a comprar propriedades com o objetivo de se dedicar à produção de champanhe, acabando por comprar o Château de La Marquetterie (em Reims, Champagne), em 1932.

O século XX foi profícuo em descobertas, mudanças e avanços. Tudo estava a acontecer no mundo, e particularmente em Reims, a marca Taittinger já era reconhecida entre as melhores marcas de champanhe, graças à qualidade do seu chardonnay definida por François Taittinger, em 1945 e aos seus 288 hectares de vinhas próprias. A primeira leva de garrafas, de 1952, só foi comercializada no ano de 1957. Desde então, a família aprimorou e aumentou exponencialmente a produção, tornando a marca Taittinger conhecida por todo o mundo.

Atualmente, a quarta geração da família está fortemente envolvida na produção das linhas deste particular vinho. O vinho espumante com bolhinhas está hoje presente em 140 países com 5,5 milhões de garrafas por ano.

 

Piper-Heidsieck

O vermelho dos seus rótulos é reconhecido em todo o mundo, sendo presença obrigatória e constante nos mais sofisticados restaurantes, desfiles e encontros culturais de cidades como Milão, Paris, Tóquio, Londres ou Nova Iorque. Desde 1785, a marca francesa Piper-Heidsieck produz champanhes da mais alta qualidade que preenchem taças nos ambientes mais requintados do planeta.

Tudo começou quando Florens-Louis Heidsieck, filho de um pastor luterano alemão, se mudou para a pitoresca Reims, para ser comerciante de tecidos. Por influências locais, interesse e talento, passou a fazer o seu próprio vinho e fundou a sua casa em 1785 para produzir champanhes, segmento no qual viria a se tornar um especialista de renome. Rapidamente, a sua excecional bebida passou a ser frequente nas mesas da corte francesa, conquistando a preferência da rainha Maria Antonieta. É dessa época que advém a “Flor de Liz” presente nos seus rótulos, símbolo oficial do protocolo diplomático francês conferido aos produtos de qualidade superior, reconhecidos pela excelência. Após a morte do fundador em 1828, o seu sobrinho, Christian Heidsieck, e o seu primo, Henri Guilaume Piper, assumiram o comando dos negócios. Enquanto Christian se dedicava à administração, Henri viajava pelo mundo para promover a bebida. Tais viagens foram extremamente importantes, já que Piper-Heidsieck veio a tornar-se provedora oficial de 14 cortes reais e imperiais pelo mundo fora. E em 1839 os seus champanhes passaram a utilizar, oficialmente, a marca Piper-Heidsieck, resultado da junção dos respetivos apelidos. Bem mais tarde, em 1965, para comemorar o Oscar conquistado pelo ator inglês Rex Harrison, a empresa criou a maior garrafa de champanhe do mundo: com 1,82 metros e o conteúdo equivalente a 64 garrafas normais.

Em 1988, a tradicional marca passou a fazer parte do grupo Rémy Cointreau, tendo os seus champanhes passado a ganhar uma melhor e mais ampla distribuição no mercado mundial. Além disso, a marca começou a dar atenção especial às embalagens, que passaram a inovar com lançamentos cada vez mais atraentes aos olhos do consumidor. Mais recentemente, em 2009, depois de parcerias de enorme sucesso com Jean-Paul Gaultier, que em 1999 criou uma garrafa envolta num espartilho de couro vermelho, e Viktor & Rolf, que criaram em 2007 um divertido conjunto de garrafa, balde e taça com proporções invertidas, a marca francesa uniu-se a Christian Louboutin, para criar o Le Rituel Piper-Heidsieck by Christian Louboutin. Hoje em dia, a Piper-Heidsieck é a terceira maior marca mundial no segmento de champanhes, vendendo, anualmente, mais de 5 milhões de garrafas.

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