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Gourmet - 22.02.2019

A Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, situada num local de extrema beleza, no coração do Douro – enquadrada na paisagem Património da Humanidade da Unesco –, conta uma história secular, com mais de 250 anos. A quinta guarda ainda, nos nossos dias, o seu traço original, assim como o edifício da sua primeira adega, datada de 1764, depois de intervenções de recuperação a cargo do arquiteto Arnaldo Barbosa.

A Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo teve o seu primeiro proprietário em 1725, integrando, segundo os registos, uma grande parcela de terra pertencente à Casa Real Portuguesa. A adega vinificava mais de 3.500 pipas de vinho, de parcelas e quintas vizinhas, tendo sido logo integrada na primeira demarcação da região – os locais históricos que ainda hoje estão preservados dão a perceber todo este peso histórico.

O destino da quinta alterou-se profundamente a partir de 1999, ano em que se tornou propriedade da família Amorim. A ligação da família ao vinho vem de longe, através da sua ligação às casas exportadoras de Vila Nova de Gaia, por via do negócio da cortiça, mas nessa data esta ligação resultou na concretização de um sonho e o projeto já está hoje nas mãos da quarta geração da família. O espírito empreendedor e visionário da família fez, entretanto, a diferença pois, aliado a uma aposta apaixonada no futuro, determinaram o início de múltiplas alterações para um caminho de excelência enológica.

Num terreno de 120 hectares, debruçados sobre o rio Douro, ao longo de 1,5 quilómetros na sua margem direita, guarda-se um segredo: 85 hectares cuidadosamente preservados e plantados com vinha classificada com letra A. É no terroir da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, uma propriedade invulgarmente bela, onde ainda se encontra vinha plantada em socalcos. A pouca concentração de humidade permite obter uvas com maior concentração de açúcares e cor; as videiras desfrutam de uma excelente exposição solar (sul e poente) e beneficiam dos ventos mais quentes e secos, provocando uma maturação mais rápida e uma maior qualidade dos mostos. O microclima, de tipo mediterrânico, faz-se sentir com verões muito quentes e invernos muito frios e chuvosos, originando vinhos muito concentrados, texturados e variados, como só esta região pode oferecer.

Este conjunto de condições naturais, aliados às técnicas de produção mais avançadas, permite a obtenção de um produto de sabor e textura inigualáveis, que resulta num vinho excecional e muito exclusivo.

A par da vertente de produção, a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo tornou-se pioneira no conceito de enoturismo em Portugal, quando, em 2005, laçou o primeiro projeto de alojamento dedicado ao vinho no país, inicialmente com o nome Burmester. Hoje, a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo propõe o Luxury Winery House, designado como um pedaço de paraíso, ideal para o descanso e lazer de amantes de vinho de todos os cantos do mundo. A par da casa, que se vem destacando como o projeto de enoturismo português mais distinguido até ao momento, o Winery Restaurant, um espaço muito elegante, enquadrado no salão da casa senhorial, é local perfeito para uma refeição de alta qualidade gastronómica.

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