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Lifestyle - 13.11.2018

Decidimos “fugir” das tradicionais rotas turísticas e viajámos até à Beira Interior de Portugal, onde descobrimos aldeias e cidades ricas em história e tradições, mas não só... Nesta região somos recebidos com sorrisos genuínos, podemos provar o que de melhor se faz na gastronomia portuguesa e temos a oportunidade de desfrutar de uma tranquilidade inigualável numa atmosfera única marcada pela paisagem natural envolvente.

 

Penamacor

Esta pequena vila portuguesa, situada no distrito de Castelo Branco, na região da Beira Baixa, foi o nosso primeiro ponto de paragem. A magnífica paisagem natural que envolve esta tranquila vila ajuda-nos a esquecer rapidamente a agitação e a rotina da cidade. Bastam poucos minutos e breves quilómetros de carro na sua direção para nos deixarmos contagiar pela tranquilidade inerente a esta região. No “quadro” que compõe a paisagem, podemos ver a Reserva Natural da Malcata, densamente arborizada e onde ainda podemos encontrar algumas espécies de animais em vias de extinção como o lobo e o lince-ibérico. Mas a beleza da natureza envolvente não é o único motivo para visitar Penamacor. O seu património histórico já exige, por si só, uma visita. Situada a uma altitude de 550 metros e próxima da Serra da Estrela, Penamacor foi uma vila disputada pelos romanos, tendo sido fortificada por Gualdim Pais (mestre da Ordem dos Templários) no século XII. As ruínas do Castelo que tivemos oportunidade de visitar conseguem demonstrar o importante papel que esta vila desempenhou na proteção da fronteira portuguesa. Esta é também uma região de costumes e tradições ainda bem preservadas, como o artesanato de bordados e as rendas em linho, e, claro, a gastronomia típica muito apreciada, como a chanfana, o cabrito assado e o coelho bravo, e a doçaria beirã, como o tradicional arroz-doce ou o pão de ló. 

 

Trancoso

Seguimos a nossa viagem rumo ao distrito da Guarda e parámos na cidade de Trancoso que está classificada como “aldeias histórica” pela Associação de Desenvolvimento Turístico Aldeias Históricas de Portugal. A entrada na cidade faz-se através de uma das principais portas da muralha que ainda hoje a rodeia, a Porta d'El Rei, e é muito fácil recuar no tempo e imaginar reis, rainhas e cavaleiros a percorrerem aquelas ruas. O seu castelo milenar é um dos mais bonitos da região. Vale mesmo a pena subir ao topo da Torre de Menagem do Castelo e observar sem pressas as magníficas vistas sobre a planície que rodeia a cidade. Em tempos, Trancoso foi “terra de fronteira” e palco de várias batalhas importantes para a formação e independência do reino. O seu centro histórico é digno de uma beleza ímpar, graças não só às muralhas que ainda hoje circundam a antiga vila medieval, mas também devido ao vasto património arquitetónico, civil e religioso, que ainda se encontra muito bem preservado. O mais provável é que não resista, como nós, à vontade de percorrer as suas ruas estreitas de pedra e fotografar os detalhes arquitetónicos das casas que, outrora, albergaram judeus e cristãos.

 

Marialva

O caminho que temos de percorrer para chegar à aldeia de Marialva, também classificada como “aldeia histórica”, faz logo “adivinhar” que estamos a chegar a um lugar especial... Localizada a sete quiómetros da tranquila cidade de Mêda e na margem esquerda da ribeira de Marialva, esta aldeia está inserida num cenário ancestral único, capaz de nos transportar até às “raízes” mais profundas de Portugal. As suas ruas, ladeadas por casas e pequenos edifícios que resistiram à passagem do tempo, guiam-nos até à cidadela em ruínas, cercada pelas muralhas. Marialva foi povoada pelos Aravos, no século VI a.C, e pelos Lusitanos, tendo sido posteriormente conquistada pelos Romanos, seguidos dos Árabes.  Mais tarde, D. Dinis e D. Manuel transformaram Marialva numa das mais imponentes e fortes praças de guerra do reino. Devido à sua localização fronteiriça, foi também um local de eleição para a fixação de judeus, no século XIII. Atualmente, Marialva é constituída por três núcleos distintos: a “cidadela” ou “vila” que podemos visitar no interior do Castelo, agora despovoada; o “arrabalde” que prolonga a vila para além da zona amuralhada e onde podemos observar igrejas, capelas, casas quinhentistas e senhoriais, a par de um conjunto de casas rurais com características típicas da região beirã; e a “devesa”, situada a sul da cidadela, que se estende pela vasta planície até à ribeira de Marialva.

 

Pinhel

Situada numa zona de extrema beleza natural, na região do rio Côa e a norte da cadeia montanhosa da Serra da Estrela, a cidade de Pinhel deve o seu nome à grande quantidade de pinheiros existentes nesta região.  Devido à sua proximidade com a fronteira de Espanha, Pinhel representou desde cedo um importante papel na estratégia defensiva dos reinados e hoje possui um incomparável património histórico. Durante o período medieval, surgiram vários locais fortificados como o Castelo de Pinhel, a Igreja Gótica de Santa Maria do Castelo, a Igreja da Misericórdia em estilo manuelino, a Igreja e o Convento de São Luís e o Convento de Santo António. Pinhel é um verdadeiro museu ao ar livre, mas não é só a história e a arquitetura que compõem a riqueza deste concelho. Na sua parte norte, encontramos o Parque Arqueológico do Vale do Côa, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade, onde podemos observar gravuras rupestres paleolíticas e paisagens naturais incomparáveis. A gastronomia tem também um peso importante, de onde se destacam os enchidos de Pala, o cabrito assado, o cozido à portuguesa, o coelho à caçador e os típicos doces da região, as cavacas, tal como os vinhos que são produzidos nas suas vinhas, que se distinguem pelo seu sabor fresco e ácido, por serem produzidos na zona de vinicultura com maior altitude do país.

 

Almeida

Não podíamos ter escolhido melhor lugar para nos despedirmos da Beira Interior, a vila de Almeida, também classificada como “aldeia histórica”, que tivemos oportunidade de conhecer num agradável passeio de charrete. Edificada nos séculos XVII e XVIII à volta de um castelo medieval, Almeida é um dos melhores exemplares de fortificação abaluartada existente em Portugal. Vista do ar, a vila parece formar uma estrela de 12 pontas, graças à planta hexagonal da sua praça-forte, constituída por seis baluartes, aos quais correspondem o mesmo número de revelins. Ponto de defesa estratégico da região, Almeida está situada num planalto a cerca de apenas 12 quilómetros da linha fronteira com Espanha. Ao longo de vários séculos, foi palco de lutas, nomeadamente durante as Guerras da Restauração, no século XVII, quando os espanhóis foram definitivamente afastados do trono de Portugal, e durante as Invasões Francesas, no século XIX, quando a vila foi cercada pelas tropas napoleónicas, altura em que o seu castelo e grande parte da muralha foram gravemente danificados devido à explosão de uma enorme quantidade de pólvora. No interior da fortificação, vale a pena percorrer as suas ruas estreitas que ainda hoje conservam a atmosfera de outros tempos e apreciar o casario e os numerosos edifícios religiosos e civis que por ali encontramos.

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