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Lifestyle - 15.10.2019

O conceito de luxo está hoje associado a experiências de viagem para destinos exclusivos e exóticos. O turismo sustentável, amigo do ambiente e das comunidades locais, oferece, atualmente, opções notáveis e inesquecíveis.

Para se praticar ecoturismo (também denominado como turismo de natureza) é necessário, antes de mais, compreender e respeitar o património natural e cultural do destino que se visita. A principal motivação do turista, neste caso, é observar e desfrutar da beleza natural, inalterada por ação externa, e das comunidades locais; o ecoturismo pretende garantir uma experiência de viagem única e inesquecível, que contribui diretamente para a preservação e desenvolvimento de áreas delimitadas e reservadas. O impacto ambiental negativo, exponenciado pelo aumento gradual e constante da atividade turística, base de desenvolvimento económico das sociedades modernas, é, desta forma, convertido em algo positivo, capaz de contribuir para a qualidade do espaço e para o bem-estar das pessoas que o habitam. A F Luxury sugere-lhe os melhores destinos para turismo sustentável do mundo, onde pode conhecer maravilhas naturais e patrimoniais que importa conhecer e, acima de tudo, preservar.



PORTUGAL

Portugal foi eleito o melhor destino sustentável da Europa em 2019. O reconhecimento surge sem surpresa, justificado por uma estratégia de promoção de regiões tão variadas como Águeda, a região Oeste, os Açores, Cascais, Lagos, Sintra, Torres Vedras e ainda o Alto Minho; em todos estes casos, a atividade turística tem permitido preservar e até consolidar as virtudes patrimoniais locais, tanto as naturais, como as construídas. O prémio, atribuído pela Green Destinations, organização que avalia as melhores práticas sustentáveis de gestão turística a nível global, foi entregue durante a ITB Earth Award 2019, a conceituada feira de turismo de Berlim, na Alemanha.

GALÁPAGOS, AMÉRICA CENTRAL

Desde que Charles Darwin chegou ao arquipélago, em 1835, as ilhas Galápagos tornaram-se fundamentais para a compreensão da teoria da evolução e, acima de tudo, para a conservação de uma multiplicidade de espécies animais e vegetais. Para evitar a degradação da biodiversidade local, fruto de sucessivas réplicas da viagem do mítico HMS Beagle, o turismo nas ilhas Galápagos encontra-se, há muito, sob o enfoque do modelo ecoturístico, que garante minimizar o impacte ambiental, fornecer experiências positivas para visitantes e anfitriões e benefícios financeiros diretos para a preservação. A ilha de Santa Cruz, mesmo no centro do arquipélago, abriga espécies únicas no mundo; a prioridade das instituições oficiais é manter a região inalterada, permitindo que o desenvolvimento ocorra sob a égide da sustentabilidade – as ilhas Galápagos têm sido líderes globais nos programas dedicados à educação ambiental e boas práticas turísticas.

GUIANA, AMÉRICA DO SUL

A Guiana, único país de língua inglesa situado na América do Sul, é uma das quatro regiões do mundo que compõem o denominado Escudo Verde (que engloba 18 por cento das florestas tropicais em todo o mundo). Esta pequena nação, com cerca de 800 mil habitantes, possui uma variedade ambiental única, com praias intocadas, banhadas pelo Atlântico, admiráveis cadeias montanhosas, florestas tropicais repletas de vida e infinitas savanas. A aposta no turismo tem crescido, sempre com respeito pelo meio ambiente e pela promoção dos habitantes locais e sua cultura. As florestas tropicais e savanas são conhecidas como a “Terra dos Gigantes”, por abrigarem espécies altamente ameaçadas, como é o caso das onças-pintadas, tamanduás, lontras-gigantes ou jacarés, entre outros. A promoção dos valores de conservação da biodiversidade – uma aposta que surgiu com o crescimento do interesse no país – tornou o turismo na Guiana num projeto exemplar de turismo sustentável a nível mundial.

CHUMBE, ÁFRICA

O Coral Park, na ilha Chumbe, ao largo de Zanzibar, é um destino premium, ou não se tratasse de uma reserva natural privada, criada pelo governo da Tanzânia para fins de conservação ambiental. Este destino, banhado pelas águas do Oceano Índico, inclui um santuário de recifes de corais totalmente protegido e uma reserva florestal que abriga animais selvagens raríssimos, tornando-o na casa de algumas das últimas florestas tropicais imperturbáveis a nível mundial. O Coral Park tem sido repetidamente premiado pelos seus programas de sustentabilidade, incluindo o Prémio de Turismo Responsável Mundial. O objetivo geral deste espaço é criar um sistema onde o ecoturismo apoie a pesquisa, conservação e educação ambiental; para cumprir essa meta, foi fundado um centro de educação para a população local, que visa sensibilizar turistas e anfitriões para práticas não hostis para o meio ambiente.

LJUBLJANA, EUROPA

Ljubljana, na Eslovénia, tem-se destacado pelo notável esforço para se tornar numa cidade com altos padrões ambientais. Ljubljana tornou-se na primeira capital europeia a chegar mais perto do conceito “lixo zero”, uma sociedade em que todos os produtos e recursos são reutilizados e em que nenhum resíduo acaba em aterros. Atualmente, a cidade oferece aos seus residentes e visitantes um grande número de parques urbanos; já o seu centro está agora vedado ao tráfego de veículos motorizados. Estas são apenas algumas das muitas ações de turismo sustentável que Ljubljana implementou, no decorrer da última década, e que já lhe valeram o reconhecimento (e prémios), como o título de Capital Verde da Europa. Extremamente acessível, Ljubljana é o melhor exemplo de uma aposta forte e bem-sucedida no ecoturismo em contexto urbano.

GOZO, EUROPA

Gozo, uma das três ilhas habitadas do arquipélago de Malta, pode ser distinguida pela sua beleza natural, ambiente rústico e identidade local. Gozo tem a capacidade de unir vários universos, graças às suas praias, com águas balneares, e locais históricos, como a Cidadela Medieval ou os templos Ggantija (Torre dos Gigantes, em português), as mais antigas estruturas religiosas do mundo, reconhecidas pela Unesco como património da Humanidade. A estratégia “Ilha de Eco-Gozo 2020” alterou o rosto do turismo local, focado, a partir daqui, na promoção sustentável da região, através de iniciativas de caráter cultural que unem os turistas e as comunidades locais, em prol da promoção da história, cultura e economia de Gozo. A maioria dos alimentos e pratos locais já são cem por cento orgânicos; a ilha também promove a eco-educação nas escolas, através de diferentes programas de organizações não governamentais, ligadas ao (bom) ambiente.

PALAU, ÁSIA

Palau é um pequeno arquipélago situado na região da Micronésia, no Oceano Pacífico, próximo das Filipinas. Este pequeno país, ainda praticamente desconhecido, conta com cerca de 20 mil habitantes e uma área terrestre de apenas 460 quilómetros. Recentemente, Palau despertou atenções, devido às suas gigantescas reservas marinhas, responsáveis por proteger uma parte significativa da biodiversidade marinha que existe no planeta. A sua localização geográfica, algo remota, torna este destino um dos mais desejados e memoráveis para visitar. Num território, em que a base da economia assenta, essencialmente, na pesca e na agricultura, o turismo tornou-se, nos anos mais recentes, numa importante alavanca. As práticas de turismo sustentável, com o objetivo de manter inalteradas a flora e a fauna autóctones foram assumidas, desde sempre, como uma prioridade, por parte dos responsáveis locais; uma aposta que permitiu criar um espaço de lazer muito raro e exclusivo.

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