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Entrevistas - 24.07.2018

A F Luxury Magazine descobriu os encantos deste chef angolano no Marriott Resort Praia D’El Rey. Dado o seu percurso, quisemos saber um pouco mais sobre esta estrela emergente…

 

Sempre soube que viria a ser chef de cozinha?

Sempre soube que queria ser cozinheiro. Ser chef é um cargo que se vai conquistando ao longo dos anos, e eu considero-me um chef cozinheiro.

 

Como foi o seu percurso até se tornar chef?

Comecei aos 18 anos no antigo restaurante BBC (atual SUD Lisboa), depois estive quase 3 anos no Hotel Villa Rica, passei pelo Hotel Sana Lisboa, pelo CCB (restaurante A Commenda, e depois fui chef pela primeira vez num pequeno restaurante que se chamava Kaetano’s (tinha 25 anos),  passei ainda pelo restaurante gourmet da CGD (uma espécie de clube privado para administradores) e depois fui para o Epic Sana Luanda onde estive 4 anos antes de regressar a Portugal.

 

Foi chef do Terrakota, um dos principais restaurantes do Hotel Epic Sana Luanda. Como foi essa experiência? E o que o motivou a regressar a Portugal?

No Terrakota fui chef dos banquetes e das cozinhas de bar e do room service, o que era 4 outlets a trabalhar em simultâneo, e posso dizer que chefiar o Epic Sana Luanda foi uma das melhores experiências da minha vida, ajudei a formar angolanos, e tenho imenso orgulho neles, éramos uma família, éramos unidos, e sei que hoje em dia praticamente todos eles estão em bons cargos de cozinha, o que me leva a crer que valeu a pena as quase 15 horas de trabalho diárias. Eles eram fantásticos, mas infelizmente tive de regressar a Portugal por causa do problema de divisas, adorava estar em Angola, mas tenho toda uma vida aqui em Portugal.

 

Qual o peso da responsabilidade em gerir uma equipa num resort como o Marriott?

Sendo a Marriott a maior companhia de hotéis a nível mundial, só por si já é um desafio enorme, pois há imensos clientes fidelizados na marca Marriott. Num hotel desta dimensão temos de fazer a diferença, não podemos ser só mais um.

Tenho uma equipa de 25 pessoas para fazer pequenos-almoços, almoços, bar de piscina, restaurante buffet e restaurante bistro. Somos uma equipa unida e sei que isso é a base do sucesso da equipa que lidero.

 

É sabido que a culinária portuguesa tem uma forte influência na culinária angolana, mas o contrário também acontece. Em que medida?

Sim, todos sabemos que a culinária portuguesa é uma forte influência, mas também já vamos sentindo o contrário, já se começa a usar mais óleo de palma, já se encontra em muitos sítios um bom calulu, já se vê cada vez mais a utilização de mandioca e batata-doce para acompanhar um bom peixe grelhado, o que nos lembra o nosso mufete.

 

No seu caso, gosta de fazer o “casamento” destas duas cozinhas (portuguesa e angolana)?

Adoro a fusão das duas cozinhas, pois têm sabores que resultam muito bem juntos.

 

Os seus pratos são baseados na gastronomia tradicional angolana? Até onde vai a sua criatividade na gastronomia?

Na minha cozinha uso algumas influências angolanas; a criatividade não tem limites, pois quando vivemos intensamente a hotelaria estamos sempre atentos a tudo e qualquer coisa serve de inspiração.

 

O que é, para si, ter de apresentar um bom prato numa mesa?

Apresentar um bom prato significa, conhecer e respeitar os produtos e a sua confeção.

 

Como se vê no futuro? A prosseguir no ramo da hotelaria?

No meu futuro vejo-me a trabalhar nesta área que amo que é a cozinha.

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